sábado, junho 17, 2006

Bandeira Regional


«A descrição completa da bandeira é a seguinte:
-A bandeira tem a forma rectangular, sendo o seu comprimento uma vez e meia a altura.
-A bandeira é partida de azul escuro e branco.
-A divisão do lado da haste tem dois quintos do seu comprimento, tendo a outra divisão três quintos.
-Ao centro, sobre a linha divisória, tem um açor voante, de forma naturalista estilizada, de oiro.
-Por cima do açor, e em semi-círculo, tem nove estrelas iguais de oiro, com cinco raios.
-Junto da haste, no canto superior, tem o escudo nacional.»

A bandeira açoreana, aprovada na sua forma e função actuais pelo Parlamento Regional em 1979.04.10 (DR 4/79/A), foi claramente influenciada pela
bandeira do Liberalismo, movimento que teve nos Açores refúgio e base de apoio para a tomada do poder. Esta bandeira sofreu diversas alterações ao longo do tempo, mas manteve-se sempre bipartida de azul e branco e contendo um açor e/ou nove estrelas. É um símbolo já bem antigo dos desejos de autonomia açoreana, tendo sido usada pelo menos desde Outubro de 1897. (< Jerónimo Cabral)

sexta-feira, junho 16, 2006

Pauleta

Dias antes do Mundial, um jornal desportivo publicava um pequeno artigo sobre Pauleta. Confesso que, apesar de não ser um texto humorístico, não consegui evitar em largar um sorriso.
No meio de tanta estupidez, diziam “quem iria imaginar há 9 anos que um jovem nascido em Ponta Delgada, poderia atingir tudo aquilo que atingiu?”.
Bom, já nem vale a pena estar a perder muito tempo com gente ignorante.
O país, do qual Pauleta veste a camisola, já teve um Presidente da República AÇORIANO, teve um presidente da Assembleia da República AÇORIANO, teve (e tem) como escritores de vulto AÇORIANOS, porque razão não poderia ter um AÇORIANO como o melhor marcador de sempre da selecção? Aliás, se formos a atentar em humildade, generosidade, profissionalismo, dedicação, tudo aliado a qualidade, Pauleta é, de longe, o melhor jogador de sempre!
Quem, há 16 anos via Pedro Resendes estrear-se como sénior no Santa Clara (depois de lá ter feito formação) antevia logo um futuro muito glorioso ao jogador. Os anos seguintes comprovaram isso mesmo. Só os portugueses nunca deram o devido valor ao jogador.
Inteligente é ele que prefere ficar em França, onde é tratado como um rei, em vez de vir para a podre e sem qualidade I Liga Portuguesa.
Então, quando olhamos para aquele bando de “pseudo-estrelas” que deambula pela Alemanha, chegamos todos a uma só conclusão, valha-nos o Pauleta!
Haja paciência.

A “não” notícia

Li há dias num jornal desportivo que a direcção do Santa Clara tinha anunciado que para a época 2006/07 ia haver uma redução, no orçamento, de 197 mil euros.
Notícia boa ou má? Nem uma coisa nem outra, essa é uma notícia que não o é verdadeiramente, no fundo, é nada!
Se os orçamentos não são aprovados em assembleia geral (nem tão pouco são conhecidos pelos sócios!), os relatórios e contas são como são, como pode o simples sócio considerar essa uma boa notícia?
Em ano de eleições esse tipo de notícia cheira a esturro, ainda para mais quando se sabe no dia imediatamente a seguir que o apoio do Governo Regional diminuiu em 50 mil euros.

Se se pretende passar ou transmitir algum tipo de mensagem, não basta parecer, é preciso ser.

sábado, junho 03, 2006

quarta-feira, maio 24, 2006

Mas tudo ok

A recente inauguração do novo Campo Pequeno deixou toda a gente entusiasmada. Foram gastos milhões. Mas tudo ok. Foram construídos estádios de futebol que arrasaram as contas do erário público. Toda a gente rejubilou. Mas tudo ok. No entanto, no autêntico "poço da morte" que é o IPO de Lisboa, deambulam diariamente muitas centenas de pessoas gravemente doentes em condições miseráveis! O lar que acolhe os doentes (e familiares) deslocados é verdadeiramente monstruoso e sinistro! Condições sub humanas a todos os níveis. Instalações degradadas e antigas, nenhumas condições de comodidade, alimentação deplorável. Estamos a falar de famílias a quem a doença destruiu qualquer sorriso ou alegria. Quem toma mão nisso? Este é o país real meus amigos, onde existem milhões de euros em estádios, pseudo personalidades que se acotovelam para aparecer na inauguração do momento, sempre com a esperança de figurar na capa daquela revista cor-de-rosa da próxima semana. Só acho que seria importante pensar um pouco mais nas coisas mais básicas e que se calhar não custam assim tanto. Mas tudo ok.

A preparação

Na preparação da época 2006/2007, a direcção do Santa Clara consegue algo que há muito não faz, mantém da época passada cerca de 15 jogadores. É, não só, uma clara aposta numa base de qualidade que já deu provas, e que, com alguns acertos (leia-se contratações) poderá de facto, reunir um grupo interessante para a dura batalha que será o campeonato da Liga de Honra. É também uma forma inteligente de dar continuidade a um projecto, evitando alimentar principescamente empresários de futebol, sedentos em colocar por todo o lado jogadores de valor duvidoso.
Apesar de preferir que Mário Reis tivesse ficado (com menos um ou dois adjuntos!), Paulo Sérgio pode representar a ambição, própria da sua juventude, e um desejo premente de se afirmar como treinador, fora dos ares algarvios. Pelo menos já conhece a grandeza do Santa Clara dos tempos em que envergou, como jogador, a camisola santaclarense, na ida época 97/98.
Os sócios aguardam as contratações, sempre na esperança que o investimento seja calculado e não ponha em risco as contas do clube.
Uma coisa é certa, o coração já bate acelerado de emoção e vontade de ver a máquina a trabalhar.

domingo, maio 14, 2006

Ainda a cláusula

No meu post “Cláusula” acho que não fui muito claro no que queria dizer. Concordo com um contrato por objectivos, não com o contrato por objectivos que, ao que parece, a direcção do Santa Clara apresentou ao treinador Mário Reis. Para mim um contrato por objectivos baseia-se na ideia de um salário base baixo e prémios por vitórias, convocatórias, golos, chamadas à selecção e classificação final. Objectivos claramente definidos, adequados à função de cada um, mas sempre com um peso preponderante, quer a nível de decisão quer a nível financeiro, no final da época. Isso sim é um contrato por objectivos e eu defendo que deve ser aplicado. Agora um contrato onde é estipulado que à jornada 10 ou jornada 20 o clube se não tiver um determinado número de pontos, pode mandar toda a equipa técnica embora sem pagar nada, não creio que seja muito correcto. Por dois motivos; primeiro, é preciso alguém (treinador) que aceite essas condições, segundo, no final da primeira volta, da época que agora finda, o Santa Clara tinha 20 pontos conquistados, acabou com 51. Um balanço a meio da época pode ser muito dúbio, mas claro que pode ser feito, com o devido cuidado. Na minha opinião, a solução é sim baixar os ordenados e aumentar significativamente os prémios finais.
Mas essa é apenas a minha opinião…

quinta-feira, maio 11, 2006

Ginásios

Com a praia já no horizonte, esta é a época do ano em que os ginásios se enchem de almas sedentas daquele corpo maravilhoso e musculado que é capaz de fazer parar o trânsito.
Para isso, tudo é possível e não há limites. No entanto há aqueles indivíduos que realmente merecem o meu destaque. São aqueles que entendem o ginásio como uma passerelle onde nela desfilam todas as suas capacidades físicas e intelectuais(?), sempre com o objectivo claro de impressionar aquela miúda que está no aparelho do lado a tonificar os glúteos. Pode a jovem apresentar um robusto buço, exalar a pior fragrância suor/refogada, nada disso interessa, se é do sexo feminino não há quem o pare!
Para ele o domínio de todos os aparelhos e alteres é total e não há quem o bata. Ele é levantar pesos exagerados, torcendo completamente a coluna e havendo o perigo real de flatulência incomodativa (pelo menos para os outros desgraçados que treinam) dada a força exercida expressa na vermelhidão do rosto, ou então 45 minutos de passadeira a uma velocidade estonteante com os bofes já de fora!
Findo qualquer exercício, o ritual é sempre o mesmo, vai à casa de banho levantar a blusa e olhar no espelho o seu tronco nu, contemplando com ar triunfal os resultados (que só ele vê) de tamanha actividade.
No entanto a parte melhor é quando começam a ver que existem outros elementos a treinar, e aí, a regra é clara, fazer mais 30 kg que o vizinho do lado! É o êxtase total!
No reverso da medalha, lá estou eu, correndo os meus 15 minutos de passadeira e levantando os meus miseráveis 20kg. Mas como o sonho comanda a vida, almejo atingir o patamar dessas almas iluminadas e claramente muito superiores ao comum humano…

A cláusula

Mário Reis não vai continuar à frente da equipa técnica do Santa Clara na época 2006/07 tudo por causa da cláusula da discórdia, que supostamente estipula que a direcção do clube podia despedir a equipa técnica a meio da época sem pagar qualquer indemnização, caso o clube não estivesse a atingir determinados objectivos (leia-se pontos).
Entendo que os balanços fazem-se no final do campeonato, mas ao que parece a direcção do Santa Clara (ou será apenas uma pessoa?) não partilha dessa opinião e deixa sair um treinador com valor e que ao fim ao cabo proporcionou ao clube a época mais tranquila dos últimos quatro anos.
Como é possível os responsáveis do clube pensarem desta forma, quando esta época o clube estava mal classificado na segunda volta, o presidente adjunto teatralizou uma demissão, e logo o clube ganhou seis jogos consecutivos, voltando a pensar na subida de divisão? No desporto em geral, mas no futebol em particular, tudo é subjectivo, o facto de acabar a primeira volta com 20 pontos não é sinónimo de acabar o campeonato com 40! Há imensos factores que contribuem decisivamente para o comportamento de uma equipa, factores esses que pela sua sazonalidade/ocasionalidade, podem levar o clube a ter comportamentos completamente díspares num espaço muito curto de tempo, e esse tempo não pode ser extrapolado.
Obviamente que Mário Reis não é o melhor treinador do mundo nem insubstituível, mas conseguiu juntar um grupo interessante a nível de qualidade, com bom balneário (ao que parece!) e estou certo que mantendo essa base, a próxima época poderia de facto ser muito interessante.
Assim não quis quem manda no clube…

O futuro encarnado

Para a época 2006/07, os dirigentes do Santa Clara têm a hipótese de se redimir de erros do passado. Poderão PLANEAR e GERIR da melhor forma a época, quer a nível financeiro, quer a nível desportivo.
A subida vai ser difícil de ser atingida, pois o leque de candidatos não só é extenso, como recheado de qualidade.
Com um passivo monstruoso, o Santa Clara deve apostar de forma objectiva numa recuperação financeira, por forma a não hipotecar o seu próprio futuro, criando bases para que daqui a 2/3 anos possa ser criada uma base de sustentação forte a todos os níveis, para atacar em força a I Liga, e estando aí, a manutenção pelo maior tempo possível.
Mais uma época de enorme investimento financeiro poderá não ser positivo atendendo ao actual panorama nacional. Manter a actual espinha dorsal da equipa com uma média salarial mais baixa seria o ideal, aliando a algumas contratações. Procurar rentabilizar jogadores jovens que possam trazer algum dinheiro ao clube poderá ser uma aposta positiva.
Uma imagem de seriedade, compromisso e honra, será, agora mais do que nunca, um chamariz para qualquer jogador que seja um verdadeiro profissional. Sem demagogias, sem utopias, sem viver acima das suas possibilidades, é possível fazer um campeonato tranquilo e positivo. Estarão os dirigentes do Santa Clara, em ano de eleições, à altura de um enorme desafio como esse?

Balanço positivo?

O Santa Clara acaba a época conseguindo de forma desafogada aquele que era (ou pelo menos devia ser) o seu principal objectivo, a manutenção.
Ao falhar a conquista do 4o lugar na última jornada em casa, o Santa Clara deixou bem expressa aquela que foi a imagem real de toda uma época.
A verdade é só uma, com um plantel de grande qualidade, a quantidade exagerada de pontos perdidos em casa não pode ser aceitável. Sentenciou de facto, qualquer hipótese de subida.
Não vamos esconder que existiram arbitragens muito habilidosas e estranhas, que as inúmeras lesões minaram bastas vezes as escolhas do treinador, mas fica a ideia de que esse é um plantel caro demais e com qualidade a mais para fazer o campeonato que fez. Em consciência, todos os jogadores aceitarão tal facto. Até porque, um jogador com larga experiência de 1a divisão e que no início desta época quando chegou ao clube, logo afirmou que o importante era haver sempre os salários em dia, por forma a que os jogadores apenas se preocupassem em jogar e atingir os seus objectivos. Se os ordenados estiveram sempre em dia o que faltou?
É importante referir, no entanto, que esta foi uma época positiva a nível social. Há muito que não me lembrava de uma época em que não surgiam histórias de jogadores em saídas nocturnas comprometedoras, salários em atraso, balneário conflituoso, etc... Se existiram, foram bem camufladas e só o facto de não passar nada para a imprensa já é positivo.
Feitas as contas, o Santa Clara cimenta a sua posição de clube de Liga de Honra e numa época difícil, onde desciam 6 equipas, alcança um positivo 6o lugar. Dias de glória virão...

E se for verdade?

Foi com ar incrédulo que li que o ex-líder da lavoura açoriana Manuel António Martins quer processar Carlos César por retaliações do presidente açoriano a uma negação de apelo ao voto socialista, por parte do empresário agrícola, nas eleições regionais de 2000. O que está em causa é um apoio de 300 mil euros ao Operário, quando Manuel António era presidente do clube lagoense, compromisso esse que não foi cumprido por César dada a negação do agrícola.
Ora bem, ou Manuel António não pensou bem no que disse ou então estamos perante um caso grave de favorecimento ilícito a um clube de futebol e uma promiscuidade assustadora entre futebol e política. E se for verdade? Decerto que o suposto apoio não estava legislado, pois se assim fosse teria sido concedido. O apoio pela palavra Açores tem muito que se lhe diga e ao que parece varia consoante o freguês...
A história não está clara. Carlos César já considerou tais declarações “tresloucadas”… Aguarda-se de forma atenta o desenrolar desta novela...

sábado, abril 08, 2006

Um ano depois a “Maneira” continua

Parece que foi ontem, mas na realidade este pequeno espaço acaba de fazer um ano de vida!
O bichinho começou com SPN, o “À minha maneira” foi criado para registar alguns dos devaneios que decido partilhar com aqueles que ainda têm a paciência de vir aqui ler essas linhas, e em alguns casos partilhar também as suas “maneiras”.
Posteriormente surgiu o honroso convite para a “Bancada” e lá vou eu sendo um “corisco” sempre que posso.
Como esse blog nunca teve qualquer objectivo em concreto, não há qualquer balanço a fazer, apenas agradecer a todos os que por aqui aparecem.
Obrigado e bem hajam!
ACBC

quarta-feira, março 15, 2006

Sondagem

Quando numa universidade pública existe uma disciplina que tem inscritos 400 alunos (quando devia ter em média 175 alunos) qual o procedimento que se deve tomar:
A) Não vale a pena fazer nada, os alunos são todos burros e não estudam
B) Bom bom era organizar duelos físicos com os professores e ver quem leva a melhor
C) "Epa bora assobiar para o lado e fingir que isso não acontece, se formos entrar nessas guerras isso vai dar chatice. Vamos mas é refilar contra as propinas!"
D) ACBC pára com essas tretas, aquilo que queremos é mais artigos sobre o Santa Clara e não sondagens que não interessam para nada

É só votar meus amigos!

Velhos guetos velhas mentalidades

A recente campanha levada a cabo na vila de Rabo de Peixe em São Miguel, na qual as caixas de pescado que se encontram abandonadas nas rochas são trocadas por pacotes de leite, não tem sido bem recolhida pelos populares.

"Trocar caixas por pacotes de leite é "falar mal de Rabo de Peixe, as crianças não estão a morrer à fome aqui", diz José Elísio, assistindo à operação de limpeza. Outro popular, um jovem, admitiu mesmo que se a troca fosse por álcool era ele que se deslocava à rocha "para ir buscar caixas"." in Açoriano Oriental

Ora bem, aquilo que Rabo de Peixe precisa não são os milhões dos fundos europeus EFTA. Para esses "velhos guetos" aquilo que é preciso são mesmo "novas mentalidades"...

Patetices

A recente morte do ditador Milosevic tem trazido a todos os noticiários "baboseiras" diárias para as quais já há pouca paciência. A família quer o funeral em Belgrado mas a mulher do antigo ditador não pode lá entrar pois tem um mandato policial por estar envolvida em casos de corrupção! E há quem defenda que o mandato deva ser levantado só para ser realizado o funeral! Por outro lado, anda tudo revoltado pois alegam que Milosevic já tinha solicitado ao Tribunal Europeu que fosse deslocado para Moscovo para ser tratado, uma vez que a sua saúde inspirava cuidados médicos, e tal aspiração não foi concedida. Mas como é que alguém que foi responsável por milhares de mortos e nunca respeitou ninguém, vem agora pedir qualquer tipo de piedade ou ajuda? Faz-me lembrar um arguido no processo Casa Pia que quando estava preso estava muito mal, quase à beira da morte, saiu da cadeia, foi para casa e agora é vê-lo sorridente e irradiando saúde na televisão aquando das audiências no tribunal relativas ao processo em que continua envolvido. Haja decoro...

Parte II

A arbitragem do jogo Santa Clara – Leixões não foi de qualidade e prejudicou a equipa açoriana. Qual a novidade? Quem acompanha de perto os jogos do clube santaclarense sabe que infelizmente esse é um acontecimento comum quando o clube está em posições de destaque. O próprio treinador do Santa Clara ficou a conhecer esta triste realidade açoriana e para isso já tinha alertado. Afinal a insularidade tem um custo elevado.
No plano desportivo, o Santa Clara perdeu em casa (a última vez foi a 10 de Abril de 2005…) com uma grande equipa, à qual tinha ganho na primeira volta. Tal facto não vai denegrir o trabalho do Santa Clara que a sete pontos da subida vê a promoção mais longe.
Não vejo razão para baixar os braços, a manutenção ainda não está atingida, como tal há que continuar a trabalhar com afinco e profissionalismo até ao final do campeonato, pois essa derrota em nada reduz a enorme grandeza do Santa Clara, numa altura em que faltam apenas 10 vitórias para atingir 100 vitórias nos campeonatos profissionais organizados pela Liga Futebol. Quantos clubes se podem orgulhar disso?

Parte I

“Augusto Duarte, juiz do Conselho Regional de Arbitragem de Braga e seus assistentes ficaram directamente ligados ao desfecho da partida que ditou um triunfo favorável para o Leixões.”

“Para além das sucessivas paragens de jogo provocadas pelos jogadores do Leixões, o constante queimar de tempo (sempre com a complacência do juiz) e alguma dualidade de critérios tanto em termos técnicos e disciplinares, protegendo sempre o conjunto leixonense, há que ainda acrescentar outras duas situações que ficam directamente ligadas ao resultado final de 2 - 3.”


in Açoriano Oriental, 13-03-2006


“Na recepção ao Leixões, em jogo da 26ª jornada da Liga de Honra, os "encarnados" de Ponta Delgada foram prejudicados por uma decisão do trio de arbitragem que acabou por ter influência directa no resultado final.”

in DSP, 12-03-2006

“Quando parecia que o Leixões estava satisfeito com o empate, Henrique (73') fez o golo da vitória, num lance precedido de falta, já que controlou o esférico com a mão.”
“Augusto Duarte, no capítulo técnico, ajuizou sempre a favor dos leixonenses. Também esteve mal quando expulsou Nuno Santos, num lance que começa em fora-de-jogo de um avançado do Leixões.”


in O Jogo, 13-03-2006

“(…) mas o jogo acabou por ficar estragado pela má arbitragem de Augusto Duarte: o juiz não assinalou um toque de Henrique com a mão no terceiro golo do Leixões, não marcou um penálti contra o Santa Clara e permitiu, por vezes de forma incompreensível, as longas paragens dos jogadores do Leixões. O cúmulo foi atingido quando permitiu que um atleta dos visitantes regressasse ao campo, sem autorização, a tempo de participar num contra-ataque.”

in Record, 13-03-2006

A crítica é unânime na apreciação do trabalho do árbitro no jogo Santa Clara – Leixões e esta não é a primeira vez que o sr. Augusto Duarte tem uma arbitragem menos feliz em Ponta Delgada. Coincidência? Só mesmo em Portugal, um árbitro envolvido em “apitos coloridos” passeia impunemente pelos campos de futebol, gozando com o trabalho semanal das equipas.

sexta-feira, março 10, 2006

A luta tardia

Inesperadamente para muitos, o Santa Clara encontra-se nos lugares cimeiros da Liga de Honra e na luta pela promoção.
Não foi certamente pelo"ultimato" público de PP que a equipa está há 7 jogos sem perder, sendo que 6 deles são vitórias consecutivas. O que acontece só peca por tardio, pois todos são unânimes em afirmar que o Santa Clara tem um dos melhores plantéis da Liga de Honra.
Interessa também verificar que o Santa Clara não fez uma única contratação no mercado de Inverno, ao contrário de outras equipas que ocupam também elas os lugares cimeiros.
Curioso é o facto do Santa Clara depender dele próprio para conseguir a subida, uma vez que vai receber equipas que estão acima dele numa altura em que dista apenas 4 pontos da subida. Para onde caminha esta grande equipa?
Continuo com os pés bem assentes no chão mas que o coração ultimamente tem batido mais depressa, lá isso tem...

sábado, março 04, 2006

Grande Bandeirada

Depois de 3 taxistas terem sido detidos em Lisboa por praticarem bandeiradas de cerca do dobro do que deveria ser, começo a acreditar num mundo melhor daqui para a frente! Não podia haver melhor notícia. Pelos menos, uns quantos taxistas andarão com as cuecas nas mãos durante algum tempo. Esta é de facto, a melhor notícia que os pobres utentes de táxis poderiam ter. Hilariante mesmo é a reacção de alguns taxistas entrevistados acerca do assunto, afirmando com ar angelical que desconhecem esse tipo de situações ilegais... Ai "vargalhos"...

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Ricas claques

O mundo das claques de futebol é tudo menos claro... Atitudes selvagens, confrontos injustificáveis, existe de tudo um pouco.
Recentemente, e para espanto meu, li que um líder de uma claque de um dos grandes, que faz desse cargo a sua principal actividade profissional, teve um acidente com o seu carro que foi logo apreendido pois tinha o pagamento do seguro em falta. Nada de anormal não fosse o carro do líder da claque um Porshe Boxter! É a crise... Chega a todos... E pensar eu que o meu futuro podia estar numa universidade, está é nos estádios de futebol!! Haja saúde...

Reformas de luxo

Quase diariamente os telejornais fazer o favor de nos fazer chegar notícias sobre as chorudas reformas de antigos funcionários do Banco de Portugal. Esforçam-se a fazer excelentes grafismos exemplificando detalhadamente as reformas de cada uma das pessoas que na maioria são figuras de estado.
Criticável? Criticável não é as pessoas receberem aquilo que está disposto na lei e que portanto têm pleno direito, criticável é a própria lei que permite isso mesmo e que urge ser alterada. Ou cabe na cabeça de alguém que um consultor por estar 5 anos no Banco passe a ter direito a carro, cartão de crédito e reforma de luxo, depois de deixar de exercer funções?

quarta-feira, janeiro 25, 2006

O azar de Pavão

Para quem acompanha de perto e sofre com o Clube Desportivo Santa Clara, nunca esteve ou estará em causa o amor de PP ao clube. A longa ligação ao clube ajuda a perceber isso mesmo havendo pelo meio eleições mais ou menos claras, mais ou menos ganhas.
O que de facto existe é, vamos assim acreditar, um grande "azar", ora repare-se; o presidente do clube pouco fala e quando o faz é sempre a destempo e nem sempre da forma correcta.
O último "apelo/ultimato" antes do jogo com a Ovarense, assenta em princípios correctos e com noção da realidade, mas erra claramente em pontos fulcrais:
1- O discurso vindo a público, forçosamente devia ter sido transmitido em primeira mão no interior do clube, não à comunicação social.
2- Só à 18ª jornada o presidente do clube viu que com a actual atitude da equipa, a subida é pura ilusão?
3- É na véspera de um jogo importante que o discurso é feito, quando o contacto diário com a equipa técnica tem sido nulo nos últimos tempos? (lembram-se do que disse José Mota aquando da saída?)
A boa vontade pode lá estar de facto, isso ninguém duvida, mas que na realidade desde 1998 estes "azares" repetem-se de uma forma intensa é evidente e infelizmente nem sempre com benefício para o clube.

domingo, janeiro 01, 2006

Taxistas-2ª parte

Façamos o seguinte raciocínio básico: quantos taxistas morrem vítimas de assaltos por ano? Quantos clientes são servidos DIARIAMENTE com má educação, com falta de civismo e má formação por parte dos taxistas? Desta forma torna-se claro que as medidas a implementar não são os vidros blindados protegendo o taxista ou os veículos controlados por GPS, as medidas a implementar passam por fiscalizar todos os taxistas, exigindo formação e questionando os clientes sobre o seu grau de satisfação, por forma a proteger os utentes que infelizmente têm de recorrer ao táxi. Essa sim é uma praga que teimosamente demora em sair da nossa sociedade... Pelo menos na sociedade que deambula por Lisboa.

Taxistas-1ª parte

Nota prévia: toda a regra tem evidentemente uma excepção, o problema é mesmo raramente encontrar essa excepção.
O episódio passou-se em Lisboa. Um casal apanha um táxi numa 2a feira pelas 11h com uma mala na bagageira. Durante o percurso, poucos foram os condutores, ou melhor, poucas foram as mães dos condutores que não foram agredidas verbalmente pelo taxista que juntava na perfeição um lado bronco com uma gritante incapacidade mental. Findo o percurso, o taxímetro não mentia e o taxista no alto da sua altivez lá pede os 6,02€. Nada mais certo do que soltar a carteira, seleccionar a quantia pedida até ao último cêntimo. Ora foi isso que o casal fez. O taxista com ar irritado deixa sair os passageiros e depois grita a alto e bom som "forretas!"! Porquê? Não estava marcado 6,02€ no taxímetro? Porque raio haveria de ser paga outra quantia que não fosse essa? Sinceramente não vejo razão alguma...

Ano novo...

Quando uma terrível constipação aparece mesmo no último dia do ano, a entrada no novo ano não é de facto a melhor... Ora bem, na minha triste sina lá entrei em 2006 em frente ao televisor. Ou melhor, agarrado ao televisor! Sentir os primeiros minutos de um novo ano a assistir em directo a um concerto dos Xutos & Pontapés é de facto indescritível e único! Para ser perfeito só faltou mesmo ter a "Maria" ao lado... A constipação foi logo esquecida, a alma renovada e fortalecida para enfrentar um novo e duro ano. Que corra tudo pelo melhor é o que desejo a todos os que alimentam a minha loucura e me fazem sentir feliz!
PS – Que o ano de 2006 cimente ainda mais toda a grandeza do Clube Desportivo Santa Clara e que eu não volte a sofrer tanto nas últimas jornadas como aconteceu no ano que agora findou.
Santa Clara SEMPRE!

segunda-feira, novembro 14, 2005

Gratuito ou talvez não

Notícia do jornal Açoriano Oriental de 6 de Novembro de 2005:
“A partir de segunda-feira, todos os açorianos, de Santa Maria ao Corvo, podem aceder gratuitamente à SIC, TVI e à “:2” em casa. Para tal, basta requerer o equipamento de transmissão por 50 euros.”.
Lá está, também temos acesso gratuito ao cinema, temos é que pagar o bilhete!!
Apesar de ser uma boa notícia e da mais elementar justiça, não será um acesso gratuito como noticiam.
Percebo os custos associados à tecnologia necessária para realizar a referida operação, mas as coisas ou são ou não são e grátis é não pagar absolutamente nada, não estou a perceber essa ansiedade toda em anunciar um acesso gratuito…

Início santaclarense

Cumpridos os primeiros 10 jogos da Liga de Honra, o Santa Clara tem 13 pontos, mais 6 do que no ano passado com José Morais, em igual período, e menos 1 do que Francisco Agatão conseguiu em igual número de jornadas.
Apesar de alguns resultados menos felizes (nomeadamente em casa), para o campeonato o Santa Clara não perde desde 25 de Setembro e as duas vitórias consecutivas vieram tirar a equipa dos lugares de despromoção.
Apesar de alguma euforia, é importante manter um caminho vitorioso para deste modo poder atingir mais rapidamente a manutenção.
Para sofrimento já bastou o ano passado…

Sismos

Na celebração dos 250 anos do terramoto de 1755, muitos descobriram literalmente “a pólvora debaixo de água”, ou seja, o elevado risco sísmico de Lisboa. Logo o medo instalou-se e a ideia de sentir a terra a tremer apavora muitas mentes. Vivessem ele nos Açores e muitas mudas de cuecas seriam obrigados a fazer…
Na realidade, estão a ir ao lado da questão principal, não são os sismos que matam as pessoas mas sim as construções.
Os regulamentos existem, mas são cumpridos e respeitados?
A culpa não é de quem constrói mas sim de quem paga pois o que interessa não é fazer bem, o fundamental é fazer e o mais barato possível e quando vier o sismo e as novas construções tiverem comportamentos ridículos, quem pagou e é responsável, é descaradamente esquecido e inocentado pelo clima de transtorno criado pela tragédia e o verdadeiro culpado é sempre o mesmo, o sismo.

domingo, novembro 06, 2005

Solidariedades

Existem dois tipos de solidariedade, a de fachada e a real.
A de fachada é a que vemos quase diariamente em revistas e televisões onde pseudo-famosos aparecem a “contribuir” única e simplesmente para se auto promover.
A solidariedade real é a escondida, a que é dada sem pretender receber o que quer que seja em troca, e essa sim, é a que quem mais precisa carece e agradece.
Um actor de primeiro plano e que diariamente aparece numa novela portuguesa de grande audiência dá o exemplo, visita com regularidade um jovem que padece de uma doença terrível, levando até que se criassem laços de amizade entre os dois. A maneira? Sem fachadas, sem vedetismos, apenas humano como qualquer um. Não que a sua solidariedade seja melhor ou diferente da das outras pessoas, mas num tempo onde o que move as pessoas é a exposição e a fantuchada (mesmo que para isso tenham que se servir de crianças doentes) é bom ver que ainda existem excepções…